Outubro Rosa 2020: como você pode ajudar?

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O que você precisa saber sobre o câncer e as diferentes formas de contribuir

No mês dedicado à saúde da mulher, separamos informações valiosas para você ajudar quem precisa e ainda se informar para se prevenir. A nossa intenção é colocar em prática no Outubro Rosa a importante lição que todos estamos aprendendo este ano: precisamos, mais do que nunca, ajudar uns aos outros.

Abaixo você vai poder acessar uma lista de instituições e maneiras de auxiliar mulheres combatendo o câncer. Também disponibilizamos cartilhas oficiais do Ministério da Saúde e uma entrevista exclusiva com a enfermeira da Atenção Primária à Saúde com foco em Saúde da Mulher, Wilma Braga, explicando o tratamento nesses casos.

Esperamos que o conhecimento compartilhado possa ajudar você e cada vez mais pessoas que estão passando por momentos difíceis.






Quais instituições posso ajudar?

Sim, cada esforço para ajudar é de muita importância! Se você ainda não sabe, ano passado estabelecemos uma parceria com a Ascomcer, que é atuante em Juiz de Fora (onde é a nossa sede). Aliás, vale muito a pena você conhecer a história inspiradora dessa instituição.

Além de desenvolvermos capacitações para as necessidades de profissionais de saúde não só de lá, mas de todo o país, estamos apoiando as iniciativas pensadas para melhorar a qualidade de vida das pacientes e divulgar essa causa. Vamos fazer isso juntos?

Além da Ascomcer, existem muitas instituições e plataformas por todo o Brasil para você poder ajudar! Clicando abaixo você consegue achar as ONGs associadas da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de apoio à Saúde da Mama) por todo o Brasil. É possível filtrar pelo estado e os serviços desejados:

 ➝ Encontre uma ONG associada para ajudar

Outubro Rosa

 

Como posso ajudá-las?

Existem diversas maneiras de contribuir. Confira abaixo como você já pode ajudar essas e outras ONGs no combate ao câncer de mama e de colo de útero:

 

Chame a atenção para a causa

A maneira mais fácil de ajudar é divulgar. Se não dá para ir nos lugares de rosa por causa do isolamento, existe uma alternativa ainda mais eficiente: fazer um post nas suas redes sociais ou até mandar uma mensagem para os seus contatos. Nesse caso sugerimos que você vá além de um simples post com uma frase motivadora. Aproveite para divulgar instituições, iniciativas e/ou métodos de prevenção também (sempre de fontes confiáveis, hein?). Fique à vontade para compartilhar esta matéria se achar interessante, mas o mais importante é disseminar informação correta e muita solidariedade!

 

Participe de uma caminhada

Como você pode conferir mais para baixo no texto, uma forma histórica de chamar a atenção para a causa do câncer de mama são as caminhadas. E você se engana se pensa que durante o isolamento isso não é mais possível. Na Ascomcer, por exemplo, todo ano acontece a Corrida Solidária. Esta oitava edição vem com uma novidade: participantes vão correr sozinhos, mas ao mesmo tempo, registrando o progresso por um aplicativo. Isso significa que você também pode participar, mesmo de longe! Na página oficial do evento você consegue conferir mais detalhes.

 

Mande uma cartinha

Essa é uma iniciativa da Ascomcer para dar suporte aos pacientes durante a pandemia. Tanto familiares quanto outras pessoas que queiram enviar mensagens de apoio podem participar. A ação, que você pode conferir em fotos no Instagram da instituição, é mérito de vários setores, como a direção clínica, Psicologia, Serviço Social, Comunicação e SCIH.

Quer contribuir também? É só levar a cartinha ao hospital ou enviar para o endereço Av. Presidente Itamar Franco 3.500, Cascatinha, Juiz de Fora (MG), CEP: 36025-290. Todo o material recebido estará sob os cuidados do setor de Psicologia e será higienizado e embalado antes de ser entregue aos pacientes.

 

Seja um voluntário

Com o crescimento do voluntariado online, você nem precisa sair de casa para ajudar uma instituição. Sugerimos que você navegue naquela mesma lista de associados da FEMAMA para buscar opções de auxílio ou até busque iniciativas locais, que possuem menos visibilidade e provavelmente estão ainda mais necessitadas. O seu currículo ficará mais rico, mas o melhor é que assim você consegue utilizar aquilo que ama para melhorar a vida de quem precisa.

Faça uma doação

A doação também vai muito além da financeira. Você pode, por exemplo, doar seu cabelo! Muitas precisam passar pela quimioterapia e acabam perdendo os fios. Caso os seus cabelos não estejam nesse comprimento, você também pode ajudar doando lenços que tenha em casa. É um item importante para a autoestima das pacientes, que muitas vezes não têm condições financeiras de adquiri-los em maior quantidade.

Outra maneira de ajudar é comprar produtos que já precise, mas de empresas que direcionam a verba para instituições de combate ao câncer de mama. Você se lembra daquela campanha das blusas com os círculos azuis? Ela ainda existe, mas esse é apenas um exemplo famoso de muitas iniciativas para unir marcas e instituições por essa causa.

Resumindo, estes são os diferentes tipos de doação que pensamos neste Outubro Rosa:

 

  • Cabelo
  • Lenços
  • Compra de produtos de campanha
  • Doação financeira

 

Sabe de uma outra possível? Aproveite para mandar uma mensagem para a gente que adicionamos aqui. E, claro, como colocamos acima, você também pode fazer uma doação financeira para instituições responsáveis pelo tratamento de mulheres com câncer. É só acessar a lista de ONGs associadas ou encontrar uma instituição local para ajudar.

Capacite-se

Fazer um curso (online ou presencial) e/ou estudar o tema é essencial para que a prevenção e o tratamento avancem. Quem é profissional de saúde estará mais bem preparado para atender esses pacientes, mas esse não é um passo exclusivo para quem atua na área. Mesmo trabalhando em outros setores, você pode ter contato com colegas e clientes nessa situação e estará mais bem preparado para prestar auxílio.

É também importante que o profissional da área se mantenha atualizado. Aqui no Brasil nós temos o BBCS (Brazilian Breast Cancer Symposium), por exemplo, evento que todo ano apresenta iniciativas inovadoras no combate ao câncer de mama.

 

História e importância do Outubro Rosa

O Outubro Rosa começou nos EUA e se espalhou por todo o mundo. O país possuía ações de prevenção e conscientização do câncer de mama em outubro e a proposta tomou tamanha proporção que na década de 1990 o Congresso Americano instituiu o mês como período oficial de combate à doença. Já o famoso laço rosa utilizado em todo o mundo foi lançado pela Fundação Susan G. Komen, do mesmo país.

outubro rosa
Participantes da Corrida da Cura nos EUA.

A instituição distribuiu o símbolo pela primeira vez na estréia da Corrida da Cura em Nova York, que segue sendo realizada anualmente em prol da saúde da mulher. Atualmente o mês também abrange o trabalho de prevenção a outro mal que atinge muitas mulheres: o câncer de colo de útero.

Os exames de ambas as doenças podem ser feitos por profissionais da Enfermagem e Medicina que trabalham com saúde da mulher, como generalistas, obstetras, clínicos e gineco-obstetras.

De acordo com o Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), em 2016 as mamografias no Brasil cresceram 37% em comparação com os primeiros semestres de 2010. Mas ainda é preciso muito trabalho e conscientização para combater a doença: um levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia registrou que somente 24,1% das mulheres brasileiras que deveriam realizar o exame se submeteram a ele no ano passado. Para se ter uma ideia, o número de mamografias realizadas no SUS em 2017 é o menor dos últimos cinco anos.

 

Câncer de mama

É o tipo de câncer mais comum entre mulheres no mundo, depois do câncer de pele (não melanoma) e também acomete homens, apesar desses serem casos mais raros. A doença é mais frequente em mulheres acima dos 35 anos e as chances aumentam especialmente após os 50 anos. É preciso compreender que existem vários tipos de câncer de mama e, por isso, a análise profissional regular é indispensável, mesmo quando a paciente não encontra nódulos ao realizar o autoexame.

De acordo com o Ministério da Saúde, são esperados mais de 59 mil novos casos de câncer de mama somente no Brasil, com perspectivas também preocupantes pelo restante do mundo.

Sintomas:

Outubro Rosa - Sintomas do câncer de mama

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da doença são os seguintes:

  • Nódulo, geralmente indolor, duro e irregular (mais comum).
  • Tumores de consistência branda, globosos e bem definidos.
  • Edema cutâneo (na pele) semelhante à casca de laranja.
  • Retração cutânea.
  • Dor.
  • Inversão do mamilo.
  • Hiperemia.
  • Descamação ou ulceração do mamilo.
  • Secreção papilar (especialmente quando é unilateral e espontânea): geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos.
  • Linfonodos palpáveis na axila.

Fatores de risco e prevenção 

Os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama são: falta de atividade física, tabagismo, má alimentação, peso corporal acima do indicado, hábitos sexuais inadequados, fatores ocupacionais, bebidas alcoólicas, exposição solar, radiações e medicamentos.

De acordo com a a enfermeira da Atenção Primária à Saúde com foco em Saúde da Mulher, Wilma Braga, “Nas mamas o que interfere mais são fatores como o sobrepeso, obesidade, sedentarismo, álcool, não ter filhos, não ter amamentado ou ter filhos mais tarde”.

Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física seja possível reduzir em até 28% o risco de desenvolver câncer de mama. Porém, estudos também falam que não se previne realmente o câncer de mama e sim se faz detecção precoce, atividade muito recomendada pelos profissionais de saúde no combate à doença.

 ➝ Baixe a cartilha do INCA com todas as informações e orientações para prevenção do câncer de mama

Detecção precoce: inspeção

O autoexame é uma das formas da paciente acompanhar a saúde do corpo, mas não substitui de forma alguma os exames e acompanhamentos regulares de um profissional de Enfermagem e Medicina.Essa inspeção deve começar nas pacientes de 40 anos para frente e acontece da seguinte forma (de acordo com a enfermeira Wilma Braga):

Outubro Rosa
Enfermeira da Saúde da Mulher, Wilma Braga, destacou a importância da detecção precoce feita por um profissional.

1- Inspeção estática: “O ideal é que se faça a inspeção estática das mamas, que é olhar a paciente de frente numa posição em que as mamas fiquem expostas e possamos olhar a assimetria das mamas, o tamanho e o formato do bico do peito”.

2- Inspeção dinâmica: “Pedimos que a paciente fique na mesma posição e que faça movimentos com os braços para baixo, para cima, para fora e para dentro. Nesse momento vamos ver se aparece algum abaulamento e retratação ou diferença de simetria entre as mamas”.

3- Inspeção final: “Num outro momento, vamos deitar a cliente, pedir que ela coloque as mãos embaixo da cabeça e fazer a palpação de axila, rede linfática correspondente e as mamas em si. Se a paciente relatar que tem alguma secreção, podemos fazer a expressão do mamilo e até coletar o material, mas isso não é rotineiro.

Detecção precoce: mamografia e ultrassom 

Um grande exemplo de exame de detecção precoce é a mamografia realizada em mulheres sem sinais e sintomas da doença, numa faixa etária em que haja um balanço favorável entre benefícios e riscos dessa prática (mamografia de rastreamento).
“Vamos solicitar a mamografia para as mulheres de 50 a 69 anos. Antes e depois dessa idade o exame será feito em pacientes que apresentarem algum sintoma ou que tiverem algum histórico familiar da doença”, detalhou Wilma. 
A mamografia de rastreamento possibilita encontrar o câncer no início e ter um tratamento menos agressivo, mas nem sempre é a primeira opção de exame. “Antes dos 35 anos, o exame de imagem mais adequado é o ultrassom mamário. Só dos 35 anos em diante que a mamografia é um exame bom para rastreamento da mama”, completou a enfermeira.

Tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento do câncer é feito através de etapas como cirurgias (mastectomias, conservadoras, e reconstrução mamária), radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia e tratamentos paliativos, que serão requisitadas conforme determinado pelo médico oncologista responsável. Esse profissional irá considerar, para cada caso, os procedimentos necessários considerando a localização do tumor, o tipo e também sua dimensão.

Outubro RosaO tratamento do câncer de mama deve ser feito considerando as características de cada caso e sempre baseado em orientação médica.

 

A grande vantagem, e que deve ser aproveitada pela população, é que todas as modalidades de tratamento são disponibilizadas de forma gratuita pelo Serviço Único de Saúde. “O serviço público tem vagas para fazer esse tipo de atendimento durante o ano todo e especialmente no outubro rosa, quando os serviços abrem de noite e no final de semana. Então as pessoas devem procurar o serviço e agendar”, reforçou a enfermeira Wilma, que é uma importante defensora da saúde da mulher em Juiz de Fora.

Além disso, a lei nº 12.732, de 2012, estabelece que o paciente com neoplasia maligna tem direito ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias a partir do diagnóstico ou até antes, se necessário.






Câncer de colo de útero

É um tumor maligno que acontece na parte inferior do útero pela infecção persistente de alguns tipos do Papilomavírus Humano –  HPV.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença, também chamada de câncer cervical, é o terceiro tumor mais frequente na população feminina (atrás somente do câncer de mama e do colorretal) e a quarta causa de morte em mulheres por câncer no Brasil.

Mas a conscientização e acesso ao tratamento têm melhorado o cenário nacional: na década de 1990, 70% dos casos eram diagnosticados em sua forma mais avançada. Já nos dias atuais, 44% são identificados na lesão precursora.

O câncer de colo do útero é o terceiro mais comum na população feminina.

Fatores de risco e prevenção:

De acordo com a enfermeira da Atenção Primária à Saúde com foco em Saúde da Mulher, Wilma Braga, antes de 25 anos e após 64 anos serão avaliadas as queixas, o histórico ou algum tratamento que a paciente já tenha feito, além de fatores como o início da vida sexual, a exposição a múltiplos parceiros e o uso de cigarro. 

Diferentemente do câncer de mama, no câncer de colo do útero é possível fazer uma prevenção, ou seja, identificar e tratar uma lesão antes que ela esteja no estágio já pré-maligno ou maligno.

Detecção precoce: 

A detecção precoce para o câncer de colo de útero segue um protocolo internacional, assim como é o caso no câncer de mama. As alterações celulares típicas da doença são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou) e são curáveis na quase totalidade dos casos. Diante dessa realidade, a importância da realização periódica do exame se torna ainda mais evidente.

A idade preconizada para o colo do útero é 25 a 64 anos. São feitos dois exames com espaço de um ano e, se eles estiverem bons, pode dar um prazo de 3 anos para o terceiro exame. Dependendo da alteração, tratamos e seguimos o rastreamento, que aí depende do resultado”, explicou a enfermeira Wilma. 

Tratamento:

O tratamento para o câncer de colo de útero deve ser definido a partir da avaliação e orientação do médico em cada caso. Segundo o INCA, os tratamentos mais comuns para essa doença são a cirurgia e a radioterapia. Mas o Instituto reforça que a escolha dependerá do “estado da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade e desejo de ter filhos”.

ATENÇÃO: As informações deste BLOG pretendem informar e conscientizar sobre o câncer de mama e o câncer de colo de útero, mas não substituem a consulta médica. Em casos de suspeita, procure um médico.

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IESPE

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